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Carregador AC ou DC: diferenças e quando usar cada um

A diferença está em onde a energia é convertida. No carregador AC (corrente alternada), quem converte a energia para a bateria é o carregador interno do carro, o que limita a potência a algo entre 7 e 22 kW. No carregador DC (corrente contínua), a conversão acontece na própria estação, que entrega energia direto à bateria em dezenas ou centenas de kW. Regra prática: se o motorista fica mais de uma hora no local, AC; se fica menos, DC.

Comparação

CritérioACDC
Potência típica7 a 22 kW30 a 350 kW
Quem limita a potênciaO carregador interno do carro (onboard)A estação e a bateria do carro
Tempo para recuperar boa parte da bateriaHorasDezenas de minutos
Custo do equipamentoBaixoVárias vezes maior
Infraestrutura elétricaSimples, mono ou trifásicaRobusta, trifásica, às vezes com transformador
Conector no BrasilTipo 2CCS2 (também CHAdeMO e GB/T)
Híbrido plug-inAceitaGeralmente não aceita
Uso idealCasa, condomínio, hotel, shopping, empresaRodovia, posto, pontos de alta rotatividade

Por que o AC tem limite

O carro só aceita, em AC, a potência do seu carregador interno. Um modelo com carregador interno de 7 kW carrega a 7 kW mesmo ligado a um carregador de 22 kW. Por isso, antes de pagar por um AC de 22 kW, verifique quantos carros do seu público aceitam essa potência e se a instalação é trifásica. Veja potências de recarga.

Por que o DC não entrega sempre a potência máxima

No DC, a potência depende da bateria: é alta quando a bateria está vazia e cai à medida que enche, especialmente depois de 80%. A temperatura da bateria também influencia. Por isso, recarga rápida costuma ser anunciada "de 10% a 80%". Veja quanto tempo demora para carregar.

Qual escolher, por local

LocalRecomendação
Residência e condomínioAC 7 a 11 kW
Hotel e pousadaAC 7 a 22 kW
Shopping e supermercadoAC 22 kW; DC em hipermercado de rodovia
Restaurante de estrada e postoDC
Empresa com frota que dorme na baseAC com balanceamento
Frota com turnosDC

Veja o raciocínio completo em onde instalar um eletroposto.

O erro caro

Instalar DC onde o carro fica horas parado. O equipamento mais caro passa a maior parte do tempo ocupado por um carro que já terminou de carregar, e o retorno do investimento se alonga. Com AC, o mesmo capital compra vários pontos. O erro inverso, AC numa rodovia, deixa o motorista sem a recarga de que precisa.

Dá para ter os dois?

Sim, e em muitos locais é o ideal: DC para quem está de passagem, AC para quem vai ficar. Em rodovias com restaurante ou hotel, os dois públicos convivem.

A parada determina a escolha

Uma pousada em que o hóspede permanece durante a noite e uma parada rápida de viagem têm necessidades diferentes. Compare o tempo disponível, a energia que o veículo precisa receber e a infraestrutura do imóvel. A potência anunciada isoladamente não responde a essas três perguntas.

Ao comparar propostas, peça que a solução seja explicada pela rotina de uso. Uma alternativa pode priorizar mais vagas atendidas durante uma permanência longa; outra pode priorizar a reposição de energia em uma parada curta. Nenhuma dessas escolhas dispensa a compatibilidade com os veículos e o projeto elétrico.

Perguntas para aplicar à sua situação:

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