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10 erros comuns na instalação de carregadores veiculares
Os erros mais comuns na instalação de carregadores têm a mesma origem: tratar a recarga como uma tomada a mais. DR errado, circuito compartilhado, cabo dimensionado sem considerar carga contínua e queda de tensão, nenhuma análise da carga do imóvel e modo 2 usado como solução definitiva respondem pela maior parte dos desarmes, aquecimentos e retrabalhos. Todos são evitáveis com projeto.
Os 10 erros
1. DR tipo AC
Proibido pela NBR 17019. Pode não atuar com fuga em corrente contínua. Use tipo B, ou tipo A com RDC-DD no carregador. Veja DR tipo A ou tipo B.
2. Um DR para vários carregadores
Cada ponto AC precisa do seu DR. Um DR comum, além de irregular, desliga todos por falha de um.
3. Circuito compartilhado
Carregador ligado num circuito de tomadas ou de outros equipamentos. A NBR 17019 exige circuito exclusivo.
4. Cabo sem considerar carga contínua e distância
O carregador puxa corrente máxima por horas. Cabo no limite aquece; cabo longo sem cálculo de queda de tensão faz o carregador reduzir potência ou falhar. Veja dimensionamento de cabo e disjuntor.
5. Nenhuma análise de carga do imóvel
O carregador cabe no disjuntor dele, mas não na entrada de energia. Resultado: desarme do geral quando o chuveiro e o carro funcionam juntos. Veja aumento de carga.
6. Carregador portátil (modo 2) como solução definitiva
Uso diário em tomada comum, extensão ou adaptador. Aquecimento de tomada é causa conhecida de incidentes. Veja dá para carregar em tomada comum?
7. Aterramento inexistente ou irregular
Carregador não inicia, ou funciona sem proteção real. Veja aterramento e DPS.
8. Conexões sem torque controlado
Terminais frouxos aquecem com o tempo. Aperto conforme o fabricante e reinspeção periódica.
9. Ignorar os bombeiros
Em SC, a IN 23 exige desligamento manual, sinalização, seccionamento, detecção em locais cobertos e regularização no e-SCI. Instalar sem isso gera passivo para o proprietário. Veja IN 23 do CBMSC.
10. Carregador sem OCPP e sem internet no local
Em uso comercial ou compartilhado, o carregador precisa estar online para cobrar e ser monitorado. Sem OCPP, fica preso ao software do fabricante. Veja OCPP.
Erros de condomínio
- Liberar instalações individuais sem projeto coletivo.
- Ligar carregadores direto nos medidores dos apartamentos sem avaliar a entrada do prédio.
- Não definir como a energia é medida e cobrada.
Veja carregador em condomínio.
Procure a causa antes de repetir a solução
Uma sessão interrompida pode ser tratada como problema do aplicativo quando a causa envolve alimentação, comunicação ou o próprio veículo. A primeira correção deve começar pelo registro do evento e pela investigação do conjunto. Repetir tentativas sem informação dificulta encontrar o problema.
Na implantação, reduza esse tipo de dúvida com documentação, identificação dos circuitos e testes. Na operação, organize ocorrências por equipamento e etapa da sessão. A prevenção não se resume à escolha de uma marca: depende de projeto, execução, configuração e atendimento coerentes.
Perguntas para aplicar à sua situação:
- O problema foi identificado com evidência?
- Os testes incluem falhas de comunicação?
- Existe um responsável pelo acompanhamento?
Perguntas relacionadas
O parecer final é do responsável técnico com ART ou TRT.
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